Trinta

Madrugada.

Notificações do celular me forçam a ativar o “não perturbe”. De pé. Banheiro, remédio no nariz, comprimido contra a gripe, água no rosto. O sono chama. Na sala, Fred e Frida não se dão. Um não aceita a comida. Outra tenta destruir a poltrona. Os dois para fora. Cama. Gripe dá calafrios. Esposa abraça. Nariz entupido não deixa dormir. Queimação não deixa dormir. Fones de ouvido e um livro. Durmo. Continuar lendo

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O bolo dos tolos

“A economia vai bem, mas o povo vai mal.” Foram as palavras do General Emílio Garrastazu Médici, então presidente brasileiro, com relação ao avanço da economia no Brasil. O crescimento realmente existiu, mas às custas de recursos que exploravam a população como, por exemplo, o arrocho salarial. Este, reduzia o poder de compra da classe trabalhadora. Medidas como o AI-5 impediam que houvesse oposição da imprensa e dos próprios empregados. Continuar lendo

Uma história para Sofia – NÖEL16

Uma mão com luvas brancas usa um cartão magnético para abrir a porta. A passos lentos, ele caminha com seu saco de tecido vermelho como o de suas roupas. Sua pele sofreu sérias queimaduras, causadas pelo Sol escaldante dos países tropicais, e também pela neve de lugares como Sibéria, Alasca e Groenlândia. Todavia, ele não podia reclamar. Seu trabalho estava cumprido naquele ano e ele teria duas semanas de férias para iniciar o planejamento, avaliação de crianças e produção de presentes para o próximo ano. Era uma missão bastante árdua, de fato. E cabia àquele senhor relativamente acima do peso cumpri-la.

Entretanto, não era hora para isso. Ele se despiu e mergulhou em uma banheira de hidromassagem com água nem fria nem quente demais. Respirou fundo e sentiu como se o peso do cansaço fosse retirado com as mãos de sua cabeça. Ficou ali até cair no sono. Continuar lendo